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A mostrar mensagens de agosto, 2017

Civismo. (ou falta de...)

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@Publicado em MyWay a 31.Ago.2017] Não me pretendo apresentar como um puritano, exemplo vivo do civismo. Não. De todo. Claro que faço asneiras, claro que tenho erros, claro que fiz e faço as minhas patifarias. E claro, é bem conhecido o meu “mau feitio”... Mas, há algumas coisas que, claramente, são tão básicas que é incrível como não estão enraizadas, no nosso país, povo, costumes. Nós que nos gabamos de ser um país que sabe receber, e somos uns queridinhos para todos. Mas depois, temos exemplos, que deviam envergonhar os pais de cada um de nós (aqui o primeiro problema - alguns (demais) nem se dão conta e/ou nem se interessam). Com esta coisa da pseudo-liberdade, ainda tão mal explicada e ensinada a todas as gerações, incluindo aqueles que se apregoam com os heróis da sua conquista, depara-mo-nos com a estúpida interpretação de Liberdade como sendo algo tipo: “agora já posso fazer e dizer o que quero e ninguém me pode impedir, porque vivemos em Liberdade, ya?”, ou “outra...

Já disse hoje que gosto de ti?

[Publicada em MyWay a 31.Agosto.2017] Dizem sempre, que há coisas que não precisam ser ditas Não posso discordar mais Para mim as coisas devem ser ditas, o mais possível Nunca é demais ouvir “gosto de ti” Faz bem à alma, ao ego, ao coração, aos músculos, às rugas Ajuda a sedimentar auto-estima, confiança e amor próprio Reforça o brilho do olhar, abre o sorriso Promove o bem estar, a saúde, a amizade e amor Hoje é banal dizer-se “amo-te” Mas poucos dizem “gosto de ti” A amizade à distancia de um clique O amor, ..., sabemos mesmo o que é? Por isso gosto de ouvir coisas boas Por isso gosto de dizer coisas boas Por isso insisto em dizer “gosto de ti” Por isso gosto de ouvir “gosto de ti” Repito “gosto de ti” Sinto-o na alma e no corpo, mexe comigo Um dia vou ver como brilha o olho Quando disser “gosto de ti” “Gosto de Ti” MyWay

Orçamentos (ou discursos) ridículos... Aos verdadeiros heróis - os Bombeiros

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A propósito desta notícia: http://observador.pt/2017/08/29/pou... Não vou discutir os valores orçamentados, por refeição, por bombeiro em combate. Fica o essencial. A Proteção Civil deve suportar financeiramente as refeições dos operacionais com os seguintes valores: almoço e jantar (sete euros por refeição), pequeno-almoço, lanche e dois reforços (1,80 euros), num total diário de 21,2 euros por pessoa. O apoio logístico nos locais do combate é da responsabilidade dos bombeiros e das câmaras municipais. Acontece que apareceram imagens ( http://www.tvi24.iol.pt/videos/soci... ) que mostram os bombeiros em combate a abrir um saco (de lixo) para tirar os seus reforços. Para além do desleixo vergonhoso da forma como foi embalado, vemos então o fabuloso. Algumas peças de fruta, bebidas (que não se vêm mas assume-se pela reportagem) e as sandes. Por acaso umas com que brincava muito quando fazia as minha brincadeiras de jovem com os meus amigos. Adoro. Pão com pão. É fantástico. E e...

Em tons de cinza

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De repente, o tempo parou Foste luz na escuridão Aceitaste um desafio Tão improvável quanto desejável E partilhaste o teu eu Em longas conversas Todas de seguida E gargalhamos Hoje o dia é mais longo Porque não oiço A tua voz de paixão Inundada de Alma e Coração Por trás desse muro em tons de cinza Está a luz mais brilhante Que em anos longos Jamais senti brilhar MyWay

O impacto do ensino da arte (ou da falta dele) na percepção do mundo

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Texto de Camille Paglia - 01.06.2015, publicado em http://www.fronteiras.com/ "A arte é o casamento do ideal e do real. Fazer arte é um ramo da artesania. Artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com sua retórica inflacionada e autorreferencial. A arte usa os sentidos e a eles fala. Funda-se no mundo físico tangível." - Camille Paglia, Imagens cintilantes A escritora norte-americana Camille Paglia é conhecida por desafiar as ideias em voga nos mais diversos campos. Professora de Humanidades e Estudos Midiáticos da University of the Arts da Filadélfia, é autora de obras que misturam cultura pop, história da arte, sexualidade e os diferentes meios que tornam o homem um espectador: seja na frente da televisão, de um Pollock ou de sua própria vida. Em sua mais recente obra, Imagens cintilantes - uma viagem através da arte desde o Egito a 'Star Wars' (Apicuri, 2014), Camille retorna ao loca...

Terrorismo

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Vou passar à frente do drama que foi, é, o terrorismo. Apenas referir que terrorismo não é só os menino do ISIS / Daesh. O terrorismo vem lá bem atrás no tempo. A ETA, o IRA, os movimentos de genocídio por esse mundo fora. Holocausto, o Mao Tse Tung, todo o processo de implementação dos comunismos, Cuba. Por aí fora. Até nós, que dizemos que somos um país pacífico, tivemos o nosso terrorismo. Ou já esqueceram as FP25? Eu não. Também mataram pessoas, e explodiram coisas. Mas nós somos uns castiços. O belo do Otelo, até pode andar por ai a rir, e com lugar de destaque em tudo o que são as celebrações do cravo, ressalvado pelos famigerados “Capitães de Abril”. É o que temos. Mas, efectivamente o meu ponto nesta Nota, é mais sobre algo que me revolta profundamente, e, confesso, não consigo mesmo perceber, porque não faz parar as pessoas, darmos um murro na mesa e dizer... “vão brincar com ...” (deixo ao vosso critério). O ano passado, de férias com os meus filhos em Nova Iorque, foi...

Padrasto? Madrasta?

Vou partir do pressuposto de relações equilibradas, normais, onde se cria um lar, com estes actores. Afasto o racional de situações desviantes, complexas e de abusos em qualquer vertente. Em virtude da sociedade que temos optado por construir, este é um assunto, crescentemente recorrente nos nossos dias. Os nossos filhos têm padrastos, madrastas. Irmãos, meio irmãos, amigos ... [abordarei este tema noutra nota - Filhos. Os Meus, Os Teus e Os Nossos]. E nós somos padrastos, madrastas. O problema que, calculo, já terão enfrentado, é a carga negativa deste nome. Ainda das reminiscências do fundamentalismo cristão. Vem da mesma cepa que o bastardo, e dos enteados. Tudo nomes anti-lei de Cristo e "ordem natural" das coisas. Por isso a sua carga negativa ainda hoje. Apesar de o divórcio estar consagrado na lei há já algumas décadas, o facto é que apenas muito recentemente, foi aceite e consagrada a figura do padrasto/madrasta como familiar e responsável e com direitos sobr...

Intelectualmente "Racista"

Ouvi esta categorização, pela primeira vez, há uns bons 20 anos. E esta é daquelas que, primeiro estranha-se, e depois entranha-se. Mas nunca deixa de ser polémica. Tem o seu encanto portanto. Digamos que podemos diferenciar entre as pessoas que aprendem facilmente, aquelas que aprendem com alguma dificuldade e aquelas que não aprendem. Deixemos as duas primeiras, e foque-mo-nos naqueles que não aprendem. Destes haverá aqueles que não aprendem porque, por alguma razão clínica, não conseguem mesmo aprender e será impossível. Haverá ainda os que não aprendem porque não conseguem mesmo, apesar de se esforçarem, e assumem-no. Deixemos todos estes de lado. Sobra quem? Aqueles que não aprendem, não se esforçam, não assumem ou, no limite, assumem que se estão nas tintas. Apesar de ser uma sub-sub-sub partição destes grupos todos, inacreditavelmente são uma assustadora grandeza. Será isto o significado de estupidez natural? Fica a dúvida. Ser intelectualmente racista demonstr...

Nivelar por Baixo

Há anos que venho apontando e alertando para o que se está a fazer à educação em Portugal. Melhor dizendo, com o facilitismo que foi sendo incutido de forma gradual. Seja na “obrigatoriedade” de passar de ano, em determinados anos, seja pelas reduções de programas, seja pela redução da exigência na avaliação, seja em tanto. Desengane-mo-nos. O principal objectivo foi, no início e assim se manterá em muito, político “meramente”. Portugal tinha que aumentar drasticamente os níveis de escolaridade, desde a escolaridade mínima obrigatória, e, posteriormente, aumentar os níveis de licenciados. Isto é um desígnio político nobre. E sim, os objectivos foram atingidos. Maior e mais escolaridade obrigatória, mais licenciados. Fantástico. O problema é no COMO foi isto atingido. Foi no incentivo ao estudo, ao instigar do orgulho e sentimento de conquista e realização dos estudantes? Por perceberem o quão importante isto seria para a sua vida e dos seus? Por proporcionar melhores condições ...

Pobreza de Espírito

Sou, essencialmente, um amante do desporto. Refiro-me ao Praticado e não ao Falado ou Comentado. Digo Desporto, porque é isso mesmo. Acompanho mesmo os 50km de Marcha da Inês Henriques, e vibrei que nem um louco quando se sagrou Campeã e Recordista do Mundo. Pedi para mudarem o canal do sítio onde me encontrava para ver em directo o concurso do Triplo Salto do Nelson Évora. E por ai adiante. Adoro desporto. Assim fui educado. Na vida. Desporto é um dos pilares da formação. Praticá-lo. Não criticá-lo ou comentá-lo. Adoro futebol. Mas também adoro Basket, Hóquei em Patins (onde já fomos mais vezes campeões do mundo do que da Europa em Futebol), Voley, Natação... etc Adoro futebol e vou vê-lo ao vivo. Ou na TV quando necessário. Mas vibro, efectivamente, desde que o árbitro apita para o início, até que o árbitro apita para terminar. E aí vivo intensamente. Mas não sou fanático, cego, estúpido, e muito menos... doente. Mas sou mesmo entusiasta. Confesso que aqui e ali ouço um ou ...