Terrorismo
Vou passar à frente do drama que foi, é, o terrorismo. Apenas referir que terrorismo não é só os menino do ISIS / Daesh. O terrorismo vem lá bem atrás no tempo. A ETA, o IRA, os movimentos de genocídio por esse mundo fora. Holocausto, o Mao Tse Tung, todo o processo de implementação dos comunismos, Cuba. Por aí fora. Até nós, que dizemos que somos um país pacífico, tivemos o nosso terrorismo. Ou já esqueceram as FP25? Eu não. Também mataram pessoas, e explodiram coisas. Mas nós somos uns castiços. O belo do Otelo, até pode andar por ai a rir, e com lugar de destaque em tudo o que são as celebrações do cravo, ressalvado pelos famigerados “Capitães de Abril”. É o que temos.
Mas, efectivamente o meu ponto nesta Nota, é mais sobre algo que me revolta profundamente, e, confesso, não consigo mesmo perceber, porque não faz parar as pessoas, darmos um murro na mesa e dizer... “vão brincar com ...” (deixo ao vosso critério).
O ano passado, de férias com os meus filhos em Nova Iorque, foi a primeira vez que, objectiva e presencialmente, senti a diferença geracional existente entre nós, no que à segurança, perda de privacidade, existe entre mim de 46 na altura e os meus filhos de 18 e 16 na altura.
À entrada do One World Observatory (onde estavam as Twin Towers), fomos revistados de uma forma tão ou mais intrusiva, do que quando apanhamos um avião. E na altura, fez-me confusão, a dureza e agressividade de um ou outro momento. E, claro, (you know me) tive que dizer ao segurança que não pode fazer as coisas assim, etc. O segurança pediu desculpas. Os meus filhos chatearam-se comigo. Algo como “Pai, qual é a dúvida. Já sabemos que é assim. É para nossa segurança.”
Bom, isto necessitava de um enquadramento e explicação.
Após o 11 de Setembro, foi implicitamente consensual, pelo mundo dito civilizado fora, que de bom grado prescindiríamos de alguma privacidade, em troca de uma maior protecção, a nós, aos nossos bens e às nossas nações. E isto foi-se enraizando na sociedade, e nas gerações. Talvez o caso mais visível, seja o tema dos aviões.
E, gradualmente, tudo isto foi crescendo, seja pelo medo imposto pelos contínuos atentados, seja pelo consequente aumento de medidas preventivas.
E chegamos aos dias de hoje e o que vemos?
De forma ridiculamente sucinta, estamos nós a prescindir de cada vez mais privacidade, em tudo o que é avião, edifícios significativos, as ruas das cidades carregadas de polícia, militares, brigadas anti-terrorismo, agora postes e blocos nas ruas, acessos a contas bancárias, declarações de formas de pagamento em imóveis, a ter que justificar determinados tipos de transacções, alterações legais. Um incontável conjunto de medidas para nossa protecção. Um gigantíssimo orçamento para ter forças especiais a observar, monitorizar os movimentos de indivíduos suspeitos, potenciais terroristas, de tal forma que já não temos capacidade para mais. Assim por acaso, seria muito interessante saber de que valores estamos a falar...
De repente, e finalmente, conseguimos apanhar um número de artistas do mal, vivos. E que fazemos? Deixamos ir embora porque não há provas irrefutáveis que o menino tivesse feito mal aos outros meninos. ?!?!!? Não entendi. O tipo paga viagens, tem o carro, e não há provas irrefutáveis? Mas qual irrefutável? Pergunto-me. Mas têm provas irrefutáveis sobre mim, quando me ridicularizam a andar em meias sem cinto e de braços no ar para entrar num avião??? Mas está tudo parvo? Mas que raio? Estou a ver isto mal?
Mas então nós somos presumíveis terroristas do ar, e eles são meninos do couro? Contra mim partimos do princípio que levo armas, facas, explosivos, e contra ele ... “ele não tinha intenção”... Sério??? Mas que loucura é esta? Que se passa nas nossas cabeças? Não!! Não mesmo!
Não tenho outra forma de sentir isto.
Para combater o Terrorismo, não podemos fazê-lo com leis e princípios de liberdade, democracia e igualdade de direitos. Eles não o fazem. Querem vir para cá, cumprem as nossas regras. Nós não temos de todo que nos habituar às deles. É simples. Experimentem levar uma senhora para lá, de mini-saia, top, saltos altos, pintada. Experimentem lá!
Temos milhares de artistas sob observação e monitorização. Alguns deles, demasiados, até já com crimes anteriores nos nossos países. E nós deixamos que eles cá continuem? Quando sabemos da elevada probabilidade de irem cometer um crime? Não! Repatriamento. Imediato. Menos um a precisar de quase 20 profissionais para o vigiar. E deixem-se lá de discussões académicas, hipócritas, e demagogas sobre os direitos humanos e a democracia. Pensem que o miúdos de 7 anos que morreu atropelado nas Ramblas é o vosso filho. Ou a senhora de 74 é a vossa mãe. É este o tipo de lei que querem que funcione? Que o menino saiu da prisão porque não tinha intenção? Não seguramente.
Não podemos ser civilizados com quem vive mentalmente no século XIII e procura restabelecer a Al Andaluz, pelas mesmas leis, que na altura vigoravam.
Fechar fronteiras, isolar (prender) todos os suspeitos até prova em contrário, repatriar.
Radical? Imoral? Contra os nossos princípios? Contra as nossas leis? SIM
Muito menos isso tudo, quando comparado com as decapitações de jornalistas, de militares e outros; muito menos do que atirar três aviões contra edifícios cheios de gente; muito menos que explodir comboios em hora de ponta; muito menos que atropelar centenas como diversão; muito menos que... todas e quaisquer outras manifestações de ... sei lá eu já o que é.
Algo estamos a ver e a fazer muito errado. De facto assim vamos andar cheios de medo, sempre. E nada resolvemos.
A paz esteja convosco.

Comentários
Enviar um comentário