Regresso ao Futuro
10 meses passaram desde que ouvimos falar do Coronavirus e da Covid-19. Mais de 6, desde que o nosso mundo mudou radicalmente. E Portugal fechou.
Centenas de milhares de pessoas que ficaram sem empregos,
distintas áreas da economia que colapsaram, muitas outras com perdas
dificilmente recuperáveis.
Uma autêntica segregação dos nossos concidadãos mais
idosos, acompanhados de uma taxa de infeção e morte sempre a crescer. Os nossos
estudantes em regressos parciais às aulas, na crença de que terão os cuidados
necessários.
As pessoas foram trabalhar para casa, acelerando a
revolução de toda a forma de trabalho. Passamos a viver no escritório e a
trabalhar em casa. Burnout, exaustão,
depressões e outras, aumentaram exponencialmente.
As pessoas deixaram de ir ao médico e aos hospitais
porque têm medo de contrair a Covid-19. E os números de mortes por outras
causas dispararam.
E os números continuam a crescer, seja de novos casos,
seja os que mais me incomodam, o número de internados e o de pessoas em
cuidados intensivos. E o número de mortes. Claro.
E ainda há pessoas que falam em “regresso ao normal”, “quando
é que isto acaba” e outras ideias e questões nesta linha.
É minha convicção que não há regresso a lado nenhum.
Estamos a criar um novo mundo, um “novo normal”. E serão aqueles que mais
depressa o perceberem, que se conseguirão adaptar e formatar, neste novo mundo.
Do qual ainda sabemos muito pouco.
Compete-nos desenhar o novo mundo, o novo normal. Do antigo,
ficam as memórias. Do novo? Vamos criá-las!
Regressamos ao Futuro!
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