Fim do Contrato de Trabalho?
Num módulo de Gestão por Competências, na
Pós-Graduação, defendia perante a turma, o que eu entendia ser o profissional “ideal”,
com base num conjunto de competências.
Em suma, entendia que rapidamente o “mundo” iria
avançar para um modelo em que cada profissional iria interagir na empresa, no
mercado de trabalho e de emprego, como uma unidade empresarial. De outra forma,
cada pessoa seria uma empresa.
Para isso teria que ter um conjunto de competências,
mais capacidades, e conseguir gerir-se como tal. Saber comprar, vender, contratar,
gerir, otimizar recursos e fiscalidade. Além de, claramente, ter que ser o
melhor no que faz, entender a dinâmica negocial, entender o seu valor no
mercado. Perceber o custo total de uma remuneração, e obrigações emergentes. Marketing.
E tudo o que uma empresa precisa para viver.
Fazia sentido. Mas não iria acontecer. Meio
lunático e outros comentários. (Passei e com boa nota J). Bom eu acreditava sinceramente naquilo.
Mas, 11 anos depois, não se trata de acreditar.
Tenho a certeza!
Claro que continuará a haver o modelo tradicional
de contrato individual de trabalho. Sem dúvida. Mas, será crescente o número de
pessoas que entendem este conceito, que o vivem, e o vão fazer muito melhor do
que alguma vez imaginei.
Penso que já é claro para as pessoas que essa coisa
da segurança e estabilidade “garantida” pelo contrato de trabalho, já vai longe
de ser verdade. E também que a forma do vínculo tem vindo a perder importância
face ao objetivo do mesmo. Ou seja, as partes preocupam-se cada vez mais com o conteúdo
do trabalho, sua qualidade, tempo e custo, em detrimento da forma como ele é
contratado.
Mas então e as regalias? Cada um passa a tratar de
si. Faz parte do seu custo. Faz parte do seu preço. E a formação? Idem. A
responsabilização passará do cliente (atual empregador) para o fornecedor da
competência (atual empregado).
E o tipo de vínculo passará a ser regido pela
qualidade do delivery, em função de
objetivos, qualidade, prazos e custos. O que direcionará a relação laboral para uma relação de prestação de
serviços.
Temos já alguns catalisadores do lado da empresa
cliente. Os profissionais liberais, o outrsouring,
o trabalho temporário. São indicadores desta postura por parte do comprador da
competência. Do lado do empregado fornecedor, temos a tendência do
empreendedorismo, o auto emprego, os free-lancers…
Do ponto de vista de custos globais da operação, da
fiscalidade, da simplicidade da relação, não creio que haja grandes dúvidas. A estabilidade
e segurança? Vem da qualidade do serviço prestado.
Fica a ideia.
#mywayjnfb

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