É bom é Sofrer


Somos mesmo assim. E tentar mudar esta forma de ser e estar, é difícil. Se não impossível. Somos definitivamente o Fado, na forma tentada, vivida e experimentada. Gostamos do sofrimento, da dor, da vida difícil, de ter problemas. Dirão que é disparate. É. De facto. Mas é verdade.

Em conversa todos queremos melhorar a nossa vida. Em conversa todos queremos ser felizes, poder fazer, ter como, e encontrar tempo para o fazer.
Mas, depois, quando chega a fase de atuar, somos profissionais a encontrar dificuldades, impossíveis, obstáculos, para mudar.
Porquê? Porque é a nossa genética zona de conforto. O normal é sofrer. O normal é queixar da vida. O normal é podermos dizer que a nossa doença é pior que a do vizinho; que os nossos custos de vida são maiores; que o nosso patrão é pior; enfim.
Somos um povo de fado.

E quando nos apresentam uma proposta de solução? E se eu te mostrar que te posso dar tempo e qualidade de vida? E se eu te mostrar que te consigo fazer poupar dinheiro? E se eu te conseguir aumentar a qualidade de vida?
Reação intrínseca? Desconfiar. Não pode ser. Porque é assim. Não há forma de mudar.
Há! Claro que há. O mundo muda todos os dias. Todos os dias surgem novas soluções oportunidades.
O problema é que nós não mudamos todos os dias. Porque à medida que se entranha esta forma de ser e estar, cada vez nos sentimos mais adaptados à dor do Fado.

É assim! Pobres os que gostam de sofrer. Pobres os que se sentem bem na “segurança” da insegurança.

Adoramos dizer que “não vai dar”; “não vai aceitar”; “não vou conseguir”; e por ai fora.
Somos os nossos maiores adversários, porque nos castramos e assumimos como verdade o “conforto” de continuar a sofrer.

Se vou ter não. Terão que mo dizer. Não o pré-assumo. Estamos carregados de assumir sem experimentar a ver se dá!

Terás mesmo que mudar o que fazes, como fazes e quando fazes, para poder ter resultados diferentes. Se não? Não te queixes da vida. Tens exatamente aquilo pelo que lutaste. No caso? Nada.

jnfb



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