Transportes Públicos



Creio que não haverá dúvida que temos vindo a assistir a continuado desinvestimento nas infraestruturas rodoviários, ferroviárias, e tantas outras, nos últimos anos. Tenha sido porque razões seja. São factos.

Acrescido ao facto de que, efetivamente, a esmagadora maioria das PPP, pessimamente negociadas pelo Estado, em diversos momentos (a maioria deles pelo “eng.”). E aqui foquemos no ponto da péssima manutenção e melhorias que tem sido feitas (ou mesmo não), pelos Parceiros das PPP. E também pelo próprio Estado.

Facto é que, estamos no eminente colapso da qualidade e segurança dos nossos transportes públicos.

Depois há o lado ainda das greves e das exigências de manutenção de direitos, que nunca o deviam ter sido.

Ainda, no campo do Trabalho, está na altura de se ter a coragem para acabar com esta ideia e que só porque se trabalha à noite ou ao fim-de-semana, as pessoas tem que ganhar mais. Porquê? Assim nunca mais nos tornamos eficientes. E isso leva a parvoíces sem sentido, nomeadamente no mundo dos transportes.

O nosso país – felizmente – é o destino de cada vez mais milhões de pessoas. Nomeadamente ao nível do turismo. E isso, digam o que disserem, de uma forma geral para o país, é bom. Muito bom.

Mas depois temos transportes públicos com horários e coberturas vergonhosas.

O exemplo mais gritante. O Metro de Lisboa. A fluência, o número de carruagens, os horários, a estupidez de estações grandiosas de custos faraónicos, em detrimento de mais linhas e estações. Além do péssimo serviço ao cliente, juntando a que ou estão linhas avariadas ou há greve. Uma lástima.

Os autocarros, públicos e os privados.

Tudo. Não tarda nada estamos parados.

E damo-nos com aquela “pescadinha de rabo na boca”. Os cidadãos não usam os transportes públicos, porque entendem-nos maus e sem cobertura suficiente, e os transportes públicos dizem que não podem investir mais porque não há passageiros nem dinheiro.

Confesso que para mim não há mínima dúvida. É o Estado, que tem mesmo que investir e dar os primeiros passos.

Linhas, cobertura, interligação entre todos os transportes das cidades. Claramente um passe único. Sem dúvidas.

Só depois de criar condições é que se pode exigir. E sim, sou completamente a favor de multas e custos violentos na utilização do automóvel dentro da cidade. Nomeadamente nas multas dos estacionamentos, nas segundas linhas e por ai.

Mas tudo isto só pode vir depois de haver infraestrutura.

Deem uma olhada aos mapas do metro e autocarros e interligação com comboios e barcos de qualquer cidade da europa. O que temos é, …, uma brincadeira de muito mau gosto.

Bastava uma coisa. Que para mim me parece ser o grande erro de génese de tudo isto.
Pensar, planear, construir, explorar a pensar no cliente. E o cliente não são os empregados das empresas. São quem paga. Os utilizadores. No dia em que houver esta coragem, e o assumir que temos que evoluir de forma sustentada, poderemos ver a luz.

Até lá… É esta treta que temos.

jnfb

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