Igualdade "Forçada". Uma Demagogia




Pressuposto: Sou completamente a favor, e defensor, da igualdade de género. Em todas as dimensões sociais. Mais, acredito piamente na superioridade do género feminino, em muitas dimensões. Seguramente em mais do que aquelas que a sociedade vai "aceitando".

Sim, todas as ações devem ser levadas a cabo, no sentido de educar a sociedade, como um todo, para este princípio basilar. E sim, devem ser punidas as práticas que infrinjam este princípio.

Agora, pelo caminho da imposição de quotas, proibições, incriminação de práticas existentes, apenas e só porque só têm mulheres, e, no entender, de alguns puritanos desviados, são ofensivas à dignidade da mulher… isso é ridículo. E, desculpem, estúpido e demagogo.

Alguns exemplos recentes, de fait-divers que considero cretinos.

A FIFA proibiu as cadeias de TV de captar imagens de mulheres bonitas nas bancadas; A Miss USA já não pode ter desfile em bikini; As quotas de mulheres obrigatórias em determinados cargos; A F1 já não vai ter as meninas na grelha de partida. E tantos outros que, certamente, se recordarão melhor que eu.

Pergunto eu. Alguém acredita que isto é a promoção da igualdade de género? Ou apenas uma estúpida demagogia, que procura a solução cretina e, na minha opinião, pela verdadeira descriminação?

Digo eu. Quando não se tem capacidade e coragem de impulsionar a mudança de comportamentos (sim tem que haver), vai-se pelo caminho da proibição.

Sou, neste caso como em tantos outros, a favor do incentivo positivo. Nunca da proibição porque sim. Pergunto. Alguém perguntou alguma vez às meninas que fazem a grelha de partida da F1, se elas se sentem descriminadas pelo seu género? E às meninas giras que vão ver o futebol, se não querem aparecer na TV? E às Misses? Neste caso o ridículo é ainda maior. Não se trata de um concurso de beleza, mas de intelecto… Desculpem?

Às tantas, neste tipo de regime, mais valia dizerem que nas grelhas de partida da F1 têm que estar metade meninas e metade meninos. Porque não? E no futebol? Aparecem sempre muito mais homens que mulheres nas imagens. Mas não. O facto de filmar uma senhora bonita (que certamente se cuida para ser exatamente isso), já é um ato discriminatório. Mas que parvoíce.

Do ponto de vista social, a que considero ainda mais grave, é a imposição de quotas em determinadas funções. Nunca. Isto é mesmo dizer que, mesmo que seja profissionais de inferior qualidade, tem que ser escolher as menos inferiores, porque há quotas. A seguir vem os homens e reclamam, porque foram injustamente “não promovidos”, porque tinha que ser uma mulher. É demasiado cretino.

Estamos a legislar coisas ridículas, em função de uma geração em extinção, para aplicar à nova geração. Oh gente, a geração que ai vem não discrimina por natureza nenhuma. São gente formada e já perceberam, desde pequeninos, que os seres humanos são iguais.

Penalize-se sim, quem pratica a descriminação comprovada. Isso sim. E fortemente. Agora, regular uma sociedade em função de leis estúpidas que são apenas pensos rápidos… é demasiado demagogo. Politiquices.

jnfb

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