Politicamente (in)Correcto. Ou mesmo... Ridículo


Costuma dizer-se que política, futebol e religião, são temas que não se devem discutir em ambientes onde não conhecemos suficientemente as pessoas. Porque, tipicamente, geram discórdia e discussão, mais ou menos, exacerbada.
Nós os Europeus, estamos cada vez mais ridículos e mesmo estúpidos e sem carácter, nalguns pontos. Nomeadamente nestas coisas de respeitar as religiões de cada um.
Retiramos crucifixos das escolas, para não ofender as pessoas de outras religiões, discutimos se o burkini é aceitável ou não, não servimos vinho numa recepção oficial porque o convidado pediu porque é contra a sua religião, e um incontável número de tantos outros sinais. Em paralelo, quando vamos a determinados países, aceitamos que as nossas mulheres tenham que usar lenços na cara, não possam usar saia, nalguns exageros que não possam estar à mesa, que não nos sirvam um vinho ou uma coca-cola, porque é contra a religião do anfitrião.
Ora isto é de uma falta de carácter, de afirmação de convicções, sem explicação. Pergunto. Em que momento é que fazemos valer a nossa convicção? Nunca. Cá não queremos ofender os nossos convidados (ou penetras), lá respeitamos as suas tradições.
Respeitar religiões, crenças, tradições, princípios, NÃO É fazer tábua rasa dos nossos e fazer tudo para “não ferir susceptibilidades”. NÃO! É simplesmente aceitar que eles existem e são parte do outro. E aceitar que os pratique, mesmo na nossa casa. No entanto, É também e por força de razão, NÃO DEIXAR de praticar e exercer os nossos. Porque o princípio do respeito TEM QUE SER biunívoco. Se não NUNCA é respeito, É parvoíce, medo, falta de carácter.
Como muito bem afirmaram chefes de governo quer da Austrália quer do Canadá, recentemente, respeitar é aceitar. Mas quem vem para os nossos países TEM QUE RESPEITAR E ACEITAR os princípios, as Leis, as Regras, as Tradições, as Religiões, as maiorias vigentes no NOSSO país. E não não podem querer instituir no NOSSO país, as suas leis, e viver como se estivessem no seu país. Não dá. É insustentável. E, no limite, uma das principais razões para o descontentamento crescente das populações originárias.
Em Portugal, apesar de constitucionalmente agnósticos, é absolutamente cretino, e de total demência intelectual, não assumir que a maioria da população religiosa, é Católica Apostólica Romana. Goste-se ou não. É um facto! Não vale a pena virmos com teorias à volta disto. É factual. E é essa a verdade do nosso país.
Ou então sejamos coerentes. E isto aplica-se, por maioria de razão, às esquerdas políticas.
Se acreditam profundamente nesta estupidez do politicamente correcto, então levem-na até ao fim. E, sendo coerentes, ao mesmo tempo que tiram os crucifixos das escolas, eliminem todos os feriados religiosos dos calendários. Isto sim, é coerência. Começando necessariamente pelo Natal. Óbvio não? Se somos agnósticos, então porque feriados Católicos??? Ou temos de todas as religiões, ou de nenhuma! Mas isto já é muita honestidade e coerência junta... Inaplicável a esta geração política.
Deixem-se de ser aquilo que acham ser politicamente correto (a que eu chamo de cretinice e falta de ... coragem), e assumamos o que somos, e queremos para nós. De uma vez por todas.

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