Portugueses e Portuguesas

Correndo o risco de ser ultrapassado por esse fenómeno da destruição da Língua Portuguesa - vulgo “Acordo Ortográfico. Quando aprendi Português e sua gramática, havia algumas regras na língua, que eram indiscutíveis. Uma delas, esta imbecilidade. A política tem destas coisas.
Recordo os inícios de discursos e parágrafos de discursos políticos. O inesquecível “Portugueses” na voz e som do General Ramalho Eanes. Dito no seu tom militar, indiscutível.
Os Estadistas (verdadeiros políticos visionários, independentemente das suas crenças e orientações políticas) sempre nos chamaram Portugueses. A todos. E isso incluía os homens - portugueses e as mulheres - portuguesas.
Porquê? Porque é assim que manda a gramática e as regras da Língua Portuguesa.
Há uns anos, poucos, uns pseudo-políticos, a necessitar de argumentos de afirmação e diferenciação, começaram com esta demagogia bacoca de usar Portugueses e Portuguesas, em vez de Portugueses (para incluir todos). Ou seja, além de demagogo, um pleonasmo.
E agora apresentavam-se como os reais defensores da igualdade entre sexos, e da inclusão da mulher na sociedade. E isto foi-se alastrando. E o que começou como uma patetice de um conjunto de demagogos, hoje está alastrado a todo o espectro político português.
E ai daquele (ou daquela) [agora tem que ser assim, se não estamos a discriminar ...], que ouse dirigir-se, referir ou falar dos Portugueses, sem ter o cuidado de dizer que elas também... ou seja as Portuguesas.
Mais um caso em que a afirmação da não descriminação, é, ela própria uma descriminação. Uma parvoíce acima de tudo.
Em suma: portugueses + portuguesas = Portugueses

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