3 Ataques Terroristas e 1 Conferência de Imprensa
Há meses que os directos da TV, estão focados nos fogos e no sofrimento dos nossos concidadãos, a lutar e a temer pelo ataque terrorista dos fogos.
Estávamos até 17.ago.2017 em cobertura contínua dos incêndios em Portugal, lá pelo meio tivemos os campeonatos do mundo de atletismo que ninguém transmitiu (só mesmo a Eurosport), e onde ganhamos uma medalhas, uma de ouro e um recorde do mundo.
De repente, o focus muda, à bruta, para Barcelona. Mais um ataque terrorista, que atropela centenas nas Ramblas. E para Barcelona fomos todos, para ver o que se estava a passar. De tal forma nos focamos em Barcelona, que havia já quem perguntasse “mas acabaram os incêndios em Portugal??”.
A 18.Ago.2017, estando nas Ramblas, esquecendo os fogos, fomos levados a ver em simultâneo aquela imagem estática de uma câmara, do ataque terrorista da Finlândia. (Já agora, uma lição de como se devia falar dos ataques terroristas nos media).
E estamos neste cenário. Fogos em Portugal (que já mal merecem atenção) rescaldo em directo do terrorismo em Barcelona e Finlândia. Estamos ao rubro. Não há nada, mas nada, que possa superar a prioridade de cobertura. Ou há?? Claro que sim.
Passamos em directo para a conferência de imprensa do Jorge Jesus, para antevisão do jogo contra o Guimarães. Mas não contentes com isso, quase de seguida a mesma conferência para o Rui Vitória. E de repente estamos a discutir o que disseram os treinadores, sobre o que acham que irá ser o jogo. (No dia seguinte exactamente o mesmo comportamento a propósito do Sérgio Conceição). Que em conjunto superaram uma hora de directo...
Este dia irá ficar na minha memória, como (mais) um dia em que os media, nos deram mais uma lição de prioridades e importância para a nossa vida. Afinal o que merece o destaque da cobertura jornalística.
Estamos de novo tão perto dos 3 F do Estado Novo...

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